A Vivest tem plena consciência dos desafios financeiros enfrentados por aposentados e pensionistas e acompanha com atenção a preocupação dos beneficiários em relação aos custos dos planos de saúde. Tanto que, em 2024, 2025 e 2026 utilizou recursos do Patrimônio Social para reduzir os reajustes que seriam tecnicamente necessários para garantir o equilíbrio dos planos. Essa forma de utilização dos recursos demonstra responsabilidade e visão de longo prazo O Patrimônio Social S tem um papel fundamental para a sustentabilidade futura dos planos e para a própria manutenção dos descontos que já vêm sendo concedidos. Por isso, é 1mportante esclarecer alguns pontos relacionados à proposta de reajuste zero para 2027.
Sobre o crescimento dos custos dos planos em relação aos benefícios - É verdade que, nos últimos anos, os custos da assistência médica cresceram acima de diversos indicadores econômicos dos reajustes recebidos por muitos aposentados e pensionistas. Não apenas na Vivest, mas em geral em todos os planos de saúde. Entretanto, O reajuste de um plano de saúde não é calculado com base na inflação geral da economia, nem na evolução dos beneficios previdenciários. O objetivo do reajuste garantir os recursos necessários para custear as despesas médicas previstas para os 12 meses seguintes. Para chegar a esse cálculo, são analisadas as despesas já ocorridas. mas, principalmente, são projetados oS custos futuros, considerando fatores como utilização dos serviços médicos, evolução dos tratamentos, incorporação de novas tecnologias, medicamentos de alto custo e o perfil da população atendida Como toda projecão envolve incertezas, é necessário haver uma margem de segurança para garantir a estabilidade dos planos. Por isso, embora dificuldade financeira dos beneficiários seja uma preocupacão legítima, O reajuste precisa refletir a realidade dos custos futuros e não apenas a situação observada no passado.
Sobre as saidas dos planos em funcão dos reajustes - Há várias causas de saida dos planos, desde o custo das mensalidades O que afeta todos os planos de mercado . passando pelos óbitos e até pelo fato de O beneficiário passar a ter um outro plano oferecido pela empresa em que passou a trabalhar (esse é o caso por exemplo de dependentes de titulares, que passam a trabalhar numa empresa que oferece plano de saúde). Importante ressaltar que o número de cancelamentos em 2025 por conta do custo da mensalidade planos pré-pagamento foi de 1.059 beneficiários, O que corresponde a apenas 2,79% dos beneficiários dos mercado. Além disso, O número de saidas em
da Vivest, muito abaixo dos índices verificados nos planos de ao ano anterior.
Sobre o resultado líquido e o patrimônio superior a R$ bilhão - Os números apresentados merecem ser analisados dentro do contexto dos compromissos assumidos pelos planos de saúde. Embora um patrimônio superior a R$ 1 bilhão pareça expressivo quando observado isoladamente, precisa ser comparado ao volume de despesas que os planos financiam. Apenas nos últimos 12 meses, entre julho de 2025 e junho de 2026, a Vivest desembolsou aproximadamente R$ 960 milhões em despesas médicas somente nos planos em pré-pagamento. Isso demonstra que patrimônio não desproporcional à dimensão das obrigações dos planos. Pelo contrário, representa uma reserva importante para garantir segurança financeira diante de oscilações de custos e necessidades futuras. Também é importante destacar que não há crescimento acelerado ou excessivo desse patrimônio O patrimÔnio está crescendo na mesma proporção das despesas dos planos de pré-pagamento, como mostra O gráfico abaixo. inclusive parte dos recursos vem sendo utilizada para suportar Os descontos concedidos nos reajustes.
Sobre a utilização do Patrimônio Social para viabilizar reajuste zero - Os recursos do Patrimônio Social já vêm sendo utilizados pela Vivest para beneficiar diretamente os participantes. Os reajustes necessários dos planos são calculados por uma consultoria especializada e independente, com base em critérios técnicos e atuariais. Nos últimos anos, os estudos apontaram a necessidade de reajustes nos planos da Vivest de aproximadamente 19% em 2024; entre 16% e 18% em 2025 e 11% e 12% em 2026, dependendo da categoria de plano.Com o uso responsável do Patrimônio Social, a Vivest conseguiu reduzir esses índices em aproximadamente 3 pontos percentuais em 2024; 4 pontos em 2025 e até 5 pontos em 2026. Ou seja, o patrimônio já está sendo utilizado para aliviar o impacto dos reajustes sobre OS beneficiários. A discussão, portanto, não é sobre utilizar ou não esses recursos, mas sobre continuar a utilizá-los de forma responsável para que continuem cumprindo esse papel nos próximos anos.
Sobre a necessidade de preservar recursos para o futuro - No final do ano passado, a Diretoria da Vivest, sensível à questão dos reajustes e às demandas dos beneficiários, solicitou à equipe técnica projeções de longo prazo para avaliar qual seria a forma mais adequada de utilizar o Patrimônio Social sem comprometer a sustentabilidade dos planos. ○ objetivo é garantir descontos recorrentes nos reajustes, mas de maneira equilibrada, evitando que OS recursos sejam consumidos rapidamente e deixem de existir Justamente quando forem mais necessários. Ou seja, descontos em doses menores por um longo prazo e não descontos malores por apenas pouco tempo. Esses estudos foram apresentados ao Comitê de Saúde, que conta com representantes dos beneficiários, e a metodologia proposta foi aprovada pelo Comitê e pelo Conselho Deliberativo da Vivest.
Sobre a experiência de reajustes inferiores ao necessário - A proposta de reajuste zero ou muito inferiores ao necessário já foi solicitada e até adotada no mercado e os resultados acabaram tendo impacto posterior para os próprios beneficiários. Em 2010, a Vivest teve necessidade de um reajuste de 39,2% para recompor o equilíbrio dos planos PES e reconstruir as reservas necessárias para sua sustentabilidade. Isso certamente teve impacto muito maior no orçamento dos beneficiários na época. Já no Metrus, entidade de previdência dos metroviários de São Paulo, o plano de saúde precisou ser reajustado em aproximadamente 47% em 2025, em decorrência de reajuste zero em anos anterrores Isso acontece porque, na prática, reajuste zero não significa ausência de aumento de custos. AS despesas médicas continuam crescendo independentemente do reajuste aplicado. Quando não há a recomposicão necessária das receitas, a diferença se acumula e precisa ser corrigida depois, com reajustes muito mais elevados. Ou seja: 0 reajuste zero não elimina aumentos. Apenas adia para o futuro.
Sobre o perfil dos beneficiários e os custos dos planos - Os planos administrados pela Vivest possuem uma população significativamente mais idosa do que a encontrada na maior parte dos planos de mercado, além de apresentar um processo contínuo de envelhecimento. Para se ter uma ideia, a média de idade dos beneficiários nos planos comerciais é de 36 anos. Na Vivest, é de 60 anos. Isso é motivo de satisfação do ponto de vista humano, pois reflete maior longevidade dos beneficiários. Entretanto, sob o ponto de vista da gestão do plano. 1SSO naturalmente implica custos crescentes ao longo do tempo, com maior frequência de consultas, exames, procedimentos, internações, tratamentos especializados CD utilização de medicamentos de alto custo. Essa realidade exige planejamento de longo prazo, formação de reservas e uma política responsável de utilização dos recursos disponíveis.
Sobre as alternativas para reduzir o impacto dos reajustes - Além dos descontos concedidos por meio do Patrimônio Social, a Vivest continua ampliando as alternativas para que os beneficiários possam escolher opções de planos de saúde mais adequadas ao seu orçamento. A criação dos planos Essência, com diferentes categorias de cobertura, ampliou as possibilidades de escolha e trouxe alternativas de menor custo sem abrir mão da qualidade de atendimento. Além disso, a Vivest em breve lançará um novo plano - o Vivest Lev - nova modalidade com custo ainda inferior ao da categoria mais acessível do Essência, ampliando ainda mais as opções disponíveis para os beneficiários.
Outro aspecto importante é que a Vivest investe continuamente no cuidado de seus beneficiários, realizando ações de prevenção e promoção de saúde. Isso tem impacto na saúde das pessoas e consequentemente nos custos e futuros reajustes. Temos programas desenvolvidos especificamente para atender às necessidades da população dos planos, como linhas de cuidado específicas e a Atenção Primária à Saúde (APS). Essas iniciativas permitem a identificação precoce de problemas de saúde, o acompanhamento mais próximo de casos crônicos e uma atuação preventiva o que contribui para evitar agravamentos e procedimentos mais complexos. Caso essas ações não tivessem sido implementadas, custos com despesas médicas seria 6.23% maior, o que refletiria em necessidade de reajustes maiores. O resultado é duplamente positivo: um cuidado mais especializado para os beneficiários e um maior controle da evolução dos custos, contribuindo para reduzir necessidade de reajustes mais elevados no futuro.
Por fim, E importante ressaltar que a Vivest entende a preocupação dos aposentados e pensionistas e continuará buscando formas de reduzir o impacto dos reajustes sobre O orcamento das famílias No entanto, a adocão de reajuste zero para 2027 não se mostra uma medida sustentável nem tampouco responsável. A experiência demonstra que essa alternativa tende a transferir OS aumentos para SO anos seguintes, gerando reajustes muito mais elevados no futuro e comprometendo a saúde financeira dos planos Por isso, a atuação da Vivest continuará baseada em três frentes principais: utilizar de forma sustentável o Patrimônio Social para reduzir recorrentemente os reajustes tecnicamente necessários; ampliar as opções de planos com diferentes faixas de custo; e fortalecer continuamente as ações de gestão, incluindo prevenção e promoção da saúde.
Esse conjunto de medidas permite conciliar dois objetivos igualmente importantes: aliviar o 1mpacto dos reajustes no presente e preservar a sustentabilidade dos planos para todos os beneficiários no longo prazo.
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