Planejando o Orçamento Doméstico: onde tudo começa
Você já esteve em uma situação financeiramente complicada?
Se isso tirou seu sono, vale a pena parar para pensar por que isso aconteceu e o que fazer para que essa situação não se repita.
É comum termos dificuldade em lidar com dinheiro e isso nos impede de ter uma vida mais tranquila, de realizarmos sonhos ou mesmo de estarmos preparados para uma emergência.
Nossa situação financeira é parte integrante da vida quer levamos, sendo um dos aspectos responsáveis por nosso nível de estresse e de qualidade de vida. Como dizem “dinheiro não traz felicidade”, mas é mais que provado que a falta dele é a razão de muitas dores de cabeça. Por isso, o planejamento e a organização financeira são tão importantes para nosso bem-estar.
Pode parecer algo muito complicado, mas não é. Na verdade, o planejamento e controle mensal de nossos gastos e receitas envolve questões simples, o que não significa que seja fácil. Ao contrário, exige prática e disciplina na sua execução.
Para uma vida financeira mais saudável e menos turbulenta, a primeira coisa que precisamos avaliar é como está o equilíbrio entre nossos recebimentos e nossos gastos.
Quase todos os aposentados sabem exatamente quais são os benefícios que entram em sua conta, tanto em valor, quanto nas datas em que isso ocorre. O mesmo não vale para as despesas, que para muitas pessoas simplesmente vão acontecendo sem que se faça uma previsão antecipada.
É disso que trata o Planejamento do Orçamento doméstico ou familiar: prever e controlar.
Planejar é algo que fazemos todos os dias, mesmo sem perceber: é quando decidimos o que vamos fazer ao longo do dia, da semana, o que comer, que roupa vestir, onde ir, qual trajeto pegar, etc.
Ações cotidianas tornam-se hábitos e muitas vezes não paramos para pensar sobre elas. Nossa vida financeira não é diferente. Um planejamento mais sistematizado sobre nossas receitas e nossos gastos é o primeiro passo para nos ajudar a fazer escolhas mais adequadas e a nos levar a um futuro melhor.
Para entender e organizar nosso orçamento, precisamos saber quanto dinheiro ganhamos e quanto gastamos e isso requer que coloquemos tudo na ponta do lápis. Pode ser em um caderno, em uma folha de papel ou, para quem tem mais afinidade com a tecnologia, em planilhas gratuitas disponíveis na internet ou em Excel. O importante é que tudo esteja registrado.
Os ganhos podem vir de diferentes fontes: renda do trabalho, de aposentadoria ou pensão, de outros benefícios, aluguéis de imóveis, prestação de serviços ou “bicos”, entre outros. Tudo que você recebe pode ser chamado de receita.
Já para saber o que gastamos, precisamos colocar todas as despesas na lista. Assim como as receitas, as despesas podem ser fixas/obrigatórias ou eventuais/não obrigatórias. Por exemplo, gastos com aluguel, água, energia, gás, telefone, condomínio, transporte, uma prestação, alimentação, internet, plano de saúde e outras despesas podem ser classificadas como despesas fixas, porque vão acontecer todos os meses e têm que ser pagas obrigatoriamente.
Há outro grupo de gastos que podemos chamar de despesas não obrigatórias ou eventuais. Alguns exemplos dessa categoria são restaurantes, troca de um eletrodoméstico por outro mais moderno, um presente de aniversário, produtos de beleza, a cerveja no bar com os amigos, entre outras. São geralmente coisas que nos dão prazer, mas que geralmente podemos viver muito bem reduzindo-as ou até eliminando-as.
Depois de anotar tudo o que você ganha e gasta, você deverá fazer uma previsão inicial realista de receitas e despesas e calcular seu saldo ao final do mês:
Receita – Despesas = Saldo
Se o saldo for positivo, significa que possivelmente há uma sobra de dinheiro que deve ser colocada em alguma aplicação financeira para reder juros e correção, ajudando a formar o capital para aquele sonho tão desejado ou uma reserva para emergências.
Se o saldo for zero, significa que o orçamento não tem sobras nem mesmo para uma eventual emergência. Isso deve acender o sinal de alerta de atenção.
Já se o saldo for negativo, significa que suas despesas são maiores que as receitas e a situação precisa ser resolvida com urgência, pois a tendência é virar uma bola-de-neve cada vez maior e mais difícil de ser resolvida.
Para isso, o mais indicado é avaliar os gastos e identificar o que pode ser reduzido, começando pelas despesas que não são obrigatórias.
Mas o planejamento não acaba aí. Agora é necessário anotar tudo que realmente foi gasto e no final do mês comparar o que foi planejado e o que foi realizado. Essa prática será importante para tornar nossas previsões de despesas cada vez mais próximas da realidade.
Nos próximos artigos vamos trazer algumas ideias sobre como reduzir despesas, tanto fixas, quanto as não obrigatórias.
Até lá.
Fonte: Associação dos Funcionários Aposentados do Banco do Brasil