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No$$a$ Finança$: o desafio da inclusão digital para os 60+

Por que a inclusão digital dos idosos é tão importante?

"A mudança é a lei da vida. E aqueles que olham apenas para o passado ou para o presente perderão certamente o futuro." É o que dizia o presidente americano John Kennedy.

Em outras palavras, as mudanças são inevitáveis e muitas delas impactam diretamente no nosso cotidiano. A questão é que, especialmente durante a pandemia da COVID-19, essas mudanças ganharam uma velocidade imensa. Muitos serviços que eram feitos de modo presencial passaram a ser oferecidos em aplicativos de celular. Até mesmo as relações interpessoais migraram para as plataformas da internet.

No caso dos idosos, o que se vê é uma cidadania digital de duas classes: uma minoria com acesso pleno e qualificado, capaz de usufruir dos benefícios da tecnologia, e uma vasta maioria relegada a uma participação precária e de baixa autonomia – ou simplesmente excluída.

É fato que houve um crescimento expressivo do número de pessoas acima de 60 anos que acessa a rede de internet. Segundo dados do IBGE, em 2019 apenas 45% dos idosos estavam conectados, passando para 75% em 2025. Apesar de estarem cada vez mais enfronhados nesse ambiente, inúmeras barreiras ainda atrapalham seu acesso.

Para começar, pense no idoso que depende de um plano de dados pré-pago e limitado, utilizando um smartphone com interface pouco amigável. Ele pode até ser capaz de trocar mensagens em aplicativos como o Whatsapp, mas a situação fica bem mais complicada se precisar preencher formulários do governo (Gov.br), agendar uma consulta no Sistema Único de Saúde (SUS), checar seus benefícios previdenciários (Meu INSS) ou mesmo acessar aplicativos de bancos.

Usufruir da conquista da longevidade, atualmente, significa desempenhar e engajar-se também em atividades mediadas por produtos e dispositivos tecnológicos. No entanto, as pessoas mais velhas ainda representam o grupo com maiores desafios para a conectividade.

O cenário contribui para um sentimento de intimidação e baixa autoeficácia que leva muitas pessoas idosas a acreditarem que são incapazes de aprender, resultando no abandono da tecnologia e no aprofundamento de seu isolamento.

Ciente dessa questão, a AAFC está estruturando um projeto de inclusão digital para seus associados, contando também com a parceria de outras entidades para que seu alcance seja o mais amplo possível.

Em breve estaremos divulgando maiores detalhes de mais essa iniciativa da AAFC buscando o bem-estar de seus associados.

 


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